Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 14.abr.2017, Jeremias 18

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Não poderei EU fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel.
[Isaías 64.8; 45.9; Mateus 20.15; Jeremias 18.4; Daniel 4.23]
No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,
[Jeremias 1.10; 12.14-17; 25.9-14; 45.4; Amós 9.8]
se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também EU ME arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.
[Jeremias 26.3,13; Ezequiel 18.21; Juízes 2.18]

[40110]

Conhecendo a Bíblia - 2º Reis

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O Relatório Histórico que mostra a mão providencial de Deus no estabelecimento da nação de Israel

Deus visto como sendo longânimo, mas firme para efetuar o propósito eterno. Livros dos profetas foram escritos durante do período destes dois livros de 1 e 2Reis:
- A Nínive – Jonas;
- A Israel - Amós, Oséias, Joel;
- A Judá - Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Jeremias, Malaquias, Zacarias, Ezequiel. Também durante esta época, foram colocados na sua forma presente os livros de Provérbios. Eclesiastes e Cantares de Salomão.

2Reis era originalmente a segunda metade de um livro que incluía 1 e 2Reis. Esta obra deve ter sido compilada algum tempo depois da tomada de Judá pelos babilônios em 586 aC. O livro dá a impressão de ser obra de um só autor e de que este autor tenha testemunhado a queda de Jerusalém. Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2Reis seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.

Os acontecimentos descritos em 2Reis abrangem um período de cerca de 300 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde o reinado de Acazias (o nono rei Israel) ao redor de 853 aC, incluindo a queda de Israel para a Assíria em 722 aC, passando pela deportação de Judá para a Babilônia em 586 aC e terminando com a libertação do rei Joaquim em 560 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso na história do povo de Deus: colapso e consequente cativeiro de ambas as nações.

2Reis retoma a história trágica do “reino divido” quando Acazias está no trono de Israel e Josafá governando sobre Judá. Assim como 1Reis, é difícil seguir o fluxo da narrativa. O autor ora está falando do Reino do Norte, Israel, ora do Reino do Sul, Judá, traçando simultaneamente suas histórias:
- Israel teve 19 governantes, todos ruins;
- Judá foi governado por 20 regentes, dos quais apenas oito foram bons.

2Reis recorda a história do últimos 10 reis e dos últimos 16 governantes de Judá. Alguns desses 26 governantes são mencionados em apenas poucos versículos, enquanto que capítulos inteiros são dedicados a outros. A atenção maior é dirigida aqueles que ou serviram de modelo de integridade ou que ilustram por que essas nações finalmente entraram em colapso.

O fracasso dos profetas, sacerdotes, e reis do povo de Deus aponta para a necessidade do advento de Cristo. Cristo é a combinação ideal desses três ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente a dos ofícios. Como profeta, a palavra de Cristo ultrapassa largamente a do grande profeta Elias [Mateus 17];

Muitos dos milagres de Jesus são reminiscências das maravilhas que Deus fez através de Elias e Eliseu em Reis. Além disso, Cristo é um Sacerdote superior a qualquer daqueles registrados em Reis [Hebreus 7]. 1Reis ilustra vivamente a necessidade de Cristo como o nosso Rei em exercício de suas funções. Quando perguntado se era rei dos judeus, Jesus afirmou que era [Mateus 27]. No entanto, Jesus é um Rei maior do que o maior dos seus reis [Mateus 12]. O reinado de cada um desses 26 governantes já terminou, mas Cristo reinará sobre o trono de Davi pra sempre [1Crônicas 17; Isaías 9], pois Ele é “REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” [Apocalipse 19].

Há uma referência indireta ao Espírito Santo na frase “teu espírito" em 2.9,15. Aqui Eliseu tenta receber o mesmo poder de Elias para levar adiante o ministério profético do seu antecessor. O espírito enérgico ou o poder que capacitava Elias a profetizar era o Espírito de Deus. 2Reis 2.9,16 fornece um paralelo interessante entre Atos 1.4-9 e 2.1-4. Elias foi elevado ao céu, Eliseu procurou a promessa de que receberia poder para levar adiante o ministério do seu mestre, e a promessa foi cumprida. Da mesma maneira, Jesus ascendeu, os discípulos aguardaram o cumprimento da promessa, e o Espírito Santo desceu para capacitá-los a levar adiante a obra que seu mestre começou.

Uma alusão final ao Espírito Santo aparece em 2Reis 3.15. Aqui a “mão do Senhor” veio sobre Eliseu, capacitando-o a profetizar ao rei Josafá. A fórmula “a mão do SENHOR” se refere ainspiração divina dos profetas.


Vivendo Por, Em e Para Cristo; nos interesses da Igreja que Cristo edificou.
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