Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, março, 2020


ICorinthios 10

E não tentemos a CHRISTO
E não murmureis, como tambem alguns delles murmurarão, e perecerão pelo destruidor.
E todas estas cousas lhes sobreviérão em figura, e estão escritas para nosso aviso, em quem ja os fins dos seculos são chegados.
O que pois cuida que está em pé, olhe que não caia.
[Almeida, 1850]

[62725]


Conhecendo a Bíblia - 1º Reis

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O Relatório Histórico que mostra a mão providencial de Deus no estabelecimento da Nação de Israel

Apesar de que a data exata para a composição de 1 e 2Reis seja incerta, acredita-se que a sua forma final estava pronta em algum momento da última parte do séc. VI aC.

O último acontecimento mencionado em 2Reis é a libertação do Rei Joaquim, de Judá, que estava preso na Babilônia. Considerando que Joaquim foi feito prisioneiro em 597 aC, os livros de Reis devem ter sido escritos depois de 560 aC para que esta informação pudesse ser incluída. O autor de Reis teria mencionado, provavelmente, um acontecimento tão importante como a queda da Babilônia para a Pérsia em 538 aC, caso houvesse tido conhecimento desse evento. Como não há menção dessa importante notícia em Reis, conclui-se, então, que Reis tenha sido escrito, provavelmente antes de 538 aC, embora os eventos registrados em 1Reis tenha ocorrido uns trezentos anos mais cedo.

Os acontecimentos descritos em 1Reis abrangem um período de cerca de 120 anos. Recorda as turbulentas experiências do povo de Deus desde a morte de Davi, em cerca de 971 aC, até ao reinado de Josafá (o quarto rei do Reino de Judá) e o reinado de Acazias (o nono rei do Reino de Israel), em cerca de 853 aC. Esse foi um período difícil da história do povo de Deus, foram grandes mudanças e sublevações. Havia luta interna e pressão externa. O resultado foi um momento tenebroso, em que um reino estável, dirigido por um líder forte, dividiu-se em dois. 1 e 2Reis eram, originalmente, um só livro, que continuava a narrativa de 1 e 2Samuel. Os compositores do Antigo T grego (Septuaginta ou LXX) dividiram a obra em “3 e 4 Reinos” (1 e 2Samuel eram 1 e 2Reino). O Título “Reis” se deriva da tradução latina de Jerônimo (Vulgata) e é apropriado por causa da ênfase desses livros nos reis que governaram durante este período.

Os livros de 1 e 2Reis começam a registrar os eventos históricos do povo de Deus no lugar em que 1 e 2Samuel interrompem. No entanto, Reis é mais do que uma simples compilação de acontecimentos políticos importantes ou socialmente significativos em Israel e Judá. Na realidade, não contém uma narrativa histórica tão detalhada como se poderia esperar (400 anos em 47 capítulos). Ao contrário, 1 e 2Reis são uma narrativa histórica seletiva, com um propósito teológico. O autor, portanto, seleciona e enfatiza o povo e os eventos que são significativos no plano moral e religioso. Em 1 e 2Reis, Deus é apresentado como Senhor da história.

1Reis 18.12 contém a única referência direta ao Espírito Santo, onde é chamado de “Espírito do Senhor”. As palavras de Obadias lá indicam que o Espírito Santo algumas vezes transportou Elias de um lugar para outro [ver também 2Reis 2.16] Percebe-se uma relação com Atos 8.39-40, em que se descreve Filipe como tendo uma experiência similar.

Há uma alusão, em 18.46 (“a mão do SENHOR”), à ação do Espírito Santo em capacitar Elias para operar milagres, A fórmula “mão do SENHOR” é uma referência à inspiração dos profetas pelo Espírito de Deus [ver 2Reis 3.15 e Ezequiel 1.3; comparar com 1Samuel 10.6,10 e 19.20,23]. Aqui “a mão do SENHOR” se refere ao Espírito Santo que dotou Elias com poderes sobrenaturais para realizar uma façanha surpreendente.

Além dessas passagens, 1Reis 22.24 pode ser outra referência ao Espírito Santo. Esse versículo se refere a um “espírito do SENHOR” e pode indicar que os profetas compreendiam que o seu dom de profecia vinha do Espírito de Deus [ver 1Samuel 10.6,10; 19.20,23]. Se esta interpretação é aceita, então estaria em paralelo com 1Coríntios 12.7-11, que confirma que a habilidade pra profetizar é realmente uma manifestação do Espírito Santo.

A figura de Elias na Bíblia

O próprio nome Elias, que significa "Yahweh é Deus" ou "Yahweh é meu Deus", já expressa seu caráter e sua função na história bíblica. Ele foi um vencedor do monoteísmo de Yahweh. É ele quem mantém a fé em Yahweh entre o povo e quem luta com vigor pelos Seus direitos. Sua árdua luta contra todo sincretismo religioso faz deste profeta, que "surgiu como fogo e cuja palavra queimava como uma tocha", uma figura de primeira linha na sucessão das duas Alianças. Os livros dos Reis nos contam sua vida de forma ampla. Nesta narração distinguem-se dois ciclos: "o ciclo de Elias" [1Reis 17 - 2Reis 1.18], que se centra na atividade do profeta, e o "ciclo de Eliseu" [2Reis 2-13], que começa com o arrebatamento de Elias, momento em que Eliseu o sucede.

Originário de Tesbi, Elias exerceu seu ministério no reino do Norte, no século IX a. C., em tempos de Acabe e de Acazias. Elias era sobretudo o inspirador da vida de oração. Ele exorta a se praticar a plenitude do amor divino. "Até quando vais estar mancando?", é apresentado também no Novo Testamento como modelo de oração eficaz [Tiago 5].

Na transfiguração de Jesus no Tabor, Elias aparece junto com Moisés [Mateus 17; Lucas 9], também favorecido por uma teofania no Sinai. Elias permanece ligado a Moisés na Antiga Aliança, da qual um é o legislador que a conclui, e o outro é o profeta que a conserva intacta e pura. A presença de ambos no Tabor é destinada a testemunhar, na antecipada exaltação de Jesus, que a Nova Aliança é o coroamento da Antiga.


Vivendo Por, Em e Para Cristo; nos interesses da Igreja que Cristo edificou.
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