Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 18.jun.2018

Apocalipse 21

E nella não vi templo, porque della o templo he o SENHOR DEOS TODOPODEROSO, e o CORDEIRO.
[Mateus 24.2; João 4.21; Apocalipse 1.8; 5.6]
E a cidade não necessita de sol, nem de lua para que nella resplandeção: porque a gloria de DEOS a tem alumiado, e o CORDEIRO he sua candeia.
[Salmos 84.11; Isaías 24.23; 30.26; 60.19,20]
E as gentes que se salvarem, andarão em sua luz: e a ella os Reis da terra trarão sua gloria e honra.
[Salmos 72.10; Isaías 49.23; 60.3,5]
E suas portas de dia se não fecharão: porque ali não haverá noite.
[Isaías 60.11; Zacarias 14.7; Apocalipse 21.12,15]
[versão bíblica Almeida 1850]

[52895]

Conhecendo a Bíblia - Josué

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A TERRA É DOM E CONQUISTA

O livro de Josué relata acontecimentos situados no séc. XIII a.C.: a conquista e a partilha de Canaã, a Terra Prometida, pelas tribos de Israel.

A primeira vista, o livro apresenta a tomada global da Terra, feita por uma geração. Isso se deve a idealização do autor. A conquista foi, de fato, um processo longo e lento, ora pacífico, ora violento, que só terminou dois séculos mais tarde, com o rei Davi.

O conteúdo pode ser dividido em três partes. Na primeira [1-12], temos a conquista. Os acontecimentos se dão numa área limitada e têm como pano de fundo o santuário de Guilgal, próximo de Jericó; como esta cidade está no território da tribo de Benjamim, é provável que as narrativas provenham de tradições cultivadas no âmbito dessa tribo e, talvez, da tribo de Efraim. A preocupação é fortemente etiológica (do grego aitía: causa), procurando explicar fatos, nomes de lugar, edificações e ruínas para uma geração que vive muito tempo depois («... até o dia de hoje»). A segunda parte [13-21] apresenta a partilha da Terra entre as tribos, servindo-se de documentos geográficos que descrevem as fronteiras das tribos e que remontam a era pré-monárquica, e de listas de lugares e cidades, provenientes do tempo da monarquia. O capítulo 21 é talvez um acréscimo feito no pós-exílio. A terceira parte [22-24] apresenta o fim da vida de Josué e consta de três conclusões: retorno das tribos transjordânicas para seus territórios [22]; último discurso de Josué [23]; aliança em Siquém e morte de Josué [24].

O livro não é uma crônica, mas uma interpretação dos fatos para mostrar o significado da conquista de Canaã. A personagem principal é a Terra Prometida: Deus realizou a promessa feita aos patriarcas e renovada aos seus descendentes. O povo foi libertado da escravidão do Egito para ser livre e próspero na Terra que Deus ia dar [Êxodo 3]. Portanto, por trás das longas e minuciosas listas de lugares devemos ver a alegria e a gratidão pelo dom de Deus. E um fato chama a atenção: o povo teve de conquistar a Terra que Deus lhe dera. Deus concede o dom, porém não suprime a liberdade e a iniciativa do homem. Pelo contrário, supõe e exige que o homem busque e conquiste o dom de Deus. Assim, a Terra é fruto da promessa e dom divinos e, ao mesmo tempo, da aspiração e da conquista do homem. Em outras palavras, Deus promete por dentro das aspirações do homem, e realiza seu dom por dentro das conquistas do homem.

O livro de Josué constitui, portanto, um insuperável tratado sobre a graça de Deus, que é a base da vida e da história. A graça não é dom paternalista de Deus, deixando o homem passivo. Ela é o dom que Deus faz das possibilidades já contidas na estrutura de toda a criação, e principalmente da pessoa humana. Sem a atitude livre e responsável que procura descobrir, tomar posse e endereçar as possibilidades, o homem jamais encontrará a graça. A vida é o dom de Deus que o homem deve descobrir e conquistar. Tudo se concretiza na tensão histórica que existe entre o presente efetivo de Deus, que abre seu dom nas possibilidades, e o presente-futuro do homem que busca, descobre, toma posse e dá endereço ao dom de Deus. E, para que o dom se torne vida concreta, Deus propõe uma só condição: que o homem seja e continue sempre seu fiel aliado.


Vivendo Por, Em e Para Cristo; nos interesses da Igreja que Cristo edificou.
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