Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 21.jun.2017, Hebreus 4

Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, JESUS, FILHO de DEUS, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
[Hebreus 6.20; 1.2-3; 8.1; 9.24; 10.12]
Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
[2Coríntios 5.21; João 8.46; Hebreus 7.26; 2.17-18]
Cheguemos pois com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
[Efésios 3.12; Filipenses 4.6-7; Êxodo 25.17-22; Levítico 16.2; 1Crônicas 28.11]

[42673]

Concílio de Nicéia, a igreja católica romana, mãe das evangélicas

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Em Iznik, Anatólia ou à comumente chamada antiga Ásia Menor, realizou-se o Concílio de Nicéia, o primeiro Concílio Ecumênico da 'igreja', convocado pelo imperador pagão, Flavius Valerius Constantinus, ou a quem preferir, Constantino.

O imperador observou a coragem dos mártires cristãos durante perseguições; estes se concentravam nos grandes centros urbanos, e em especial, nos territórios inimigos;

Como um estadista sagaz, Constantino, inverteu a política vigente, da perseguição dos cristãos à promoção do Cristianismo, e através da 'igreja', promover a unidade religiosa do seu império; entretanto, não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus", tendo um conhecimento rudimentar da doutrina cristã, e suas intervenções, religiosas, visavam em primeiro plano, fortalecer a monarquia do seu império.

Como soberano absoluto, em 325 dC, convocou 300 bispos ao Concílio de Nicéia, e assim, validar a 'igreja' de uma doutrina padrão, afinal, as divisões dentro da nova religião que nascia, ameaçam seu domínio e autoridade; necessário um Concílio afim de dar-lhe nova estrutura aos seus poderes.

Constantino explicitamente ordenou o curso das negociações, confiando o controle a uma comissão designada por ele próprio; manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes para garantir que votariam no que ele acreditava, e não no consenso do bispado;

O Credo de Níceia não fez qualquer referência aos ensinamentos de CRISTO; mesmo por que, talvez nele já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder imperial romano.

Em resumo

Na influência de Constantino e Teodósio, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do império romano, e, por consequência, entrou no desvio;

Institucionalizou-se; surgindo o profissionalismo religioso;

Práticas exteriores do paganismo lhe foram assimiladas;

Criaram-se ritos e rezas, ofícios e oficiantes;

A estrutura teológica foi arquitetada para atender às pretensões absolutistas da casta sacerdotal, dominante, e se impunha aos fiéis com a draconiana (excessivamente severa) afirmação: "Extra Ecclesiam nulla salus”, ou "Fora da igreja não há salvação";

Constantino exigia um império unido e fortalecido, sem dissensões, e para atingir seus anseios e domínio sobre os homens e reprimir com a ditadura religiosa, as então autoridades eclesiásticas romanas deveriam manter a ignorância sobre as Escrituras;

A Bíblia deveria ser diferente; exaltando a Deus e os patriarcas, mas também, forte, se opondo ao próprio DEUS dos Hebreus;

A divindade Arcaica Oriental foi misturada às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías e tantos outros;

No quadro de privilégios e ambições, era expurgada a doutrina de exaltação à responsabilidade individual, ao empenho da renovação interior, para a simples adesão e submissão incondicional aos dogmas da 'igreja';

À perfeita assimilação aos dogmas, é necessário admitir a quintessência teológica:

"Credo quia absurdum", ou, "Acredito mesmo que seja absurdo".

Assim, por influência de Constantino, nascia uma religião forte que servia ao império romano; criando ainda o simbolismo da Sagrada Família e de todos os Santos;

Mas, as verdades do real cânone do Novo Testamento e parte das Sagradas Escrituras deveriam ser suprimidas ou ocultadas;

O Cristianismo tornava-se universal, sendo a religião imperial Católica Apostólica Romana, a poderosa, sustentada pela força e que simulava a graça divina, recomendando o arrependimento e perdão, porém na prática, derrotava inimigos a espada;

Constantino não precisa da tolerância do Cristianismo, mas de uma religião autoritária, rígida, sem evasivas, de raízes profundas no passado e promessa inflexível no futuro;

Uma religião estabelecida mediante poderes, leis e costumes terrenos;

Constantino adaptou sua religião (apostólica romana) a religião do Carpinteiro, deu-lhe origens divinas e assim impressionava o povo, o qual sabendo que JESUS era reconhecido como o próprio DEUS na nova religião que nascia, haveria, porquanto, a facilidade de impor a sua estrutura hierárquica, seu regime monárquico imperial, e assim ganhar poderes amplos, quase inatingíveis.

Em suma:

Nota-se que a religião evangélica (adotada por todas as igrejas evangélicas, denominações, instituições religiosas protestantes) aderiu a supremacia religiosa que Constantino usou para impor sua nova religião, a católica romana!!


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2 comentários:

Presbítero Santos disse...

Graça e paz, amados irmãos,

Sem dúvida, Constantino elaborou sua 'igreja' aos seus moldes em 325dC, autoritária e forjado no engano de multidões, e esta perdura até os nossos dias...

E infelizmente, muitos que poderiam tê-la exterminado, nada fizeram, antes seguiram-na!!

o crente disse...

A ICAR foi criada com fins de poder, persuasão e imposições.

Neste sentido, e seguindo-a a risca, as igrejas evangélicas são filhas prestativas e obedientes. E depois, os evangélicos ficam criticando aos católicos.

Por este motivo, Cristo nos chama a ser crentes!