Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 14.abr.2017, Jeremias 18

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Não poderei EU fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel.
[Isaías 64.8; 45.9; Mateus 20.15; Jeremias 18.4; Daniel 4.23]
No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,
[Jeremias 1.10; 12.14-17; 25.9-14; 45.4; Amós 9.8]
se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também EU ME arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.
[Jeremias 26.3,13; Ezequiel 18.21; Juízes 2.18]

[40110]

Conhecendo a Bíblia - Rute

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Relata, aproximadamente, uns 10 anos, provavelmente, durante o tempo dos juízes, talvez durante o tempo de Gideão, história da vida normal de uma família durante a época dos juízes.

Uma mulher procurando "descanso" [1; 3] - casamento.

A História de amor; de uma mulher e sua sogra.

Tradição - Lida no fim da safra, a Páscoa.

Cristo - O Redentor voluntário do teu povo. A Igreja é a Sua noiva.

- Os estrangeiros podem ser redimidos.

- Pela escolha, determinou seu fim: Orfa a obscuridade. Rute a nobreza [Mateus 1]

Os estudiosos discordam quanto a data do livro, porém o seu cenário histórico é evidente. Os episódios relatados nos livro de Rute se passam durante o período de Juízes, sendo parte daqueles eventos que ocorrem entre a morte de Josué e a ascensão da influência de Samuel (provavelmente 1150 e 1100 aC).

A tradição rabínica assegura que Samuel escreveu o livro na segunda metade do séc. XI AC, há evidências na linguagem da obra bem como referencias a costumes peculiares próprios do séc. XII aC que recomendam a aceitação da data mais antiga. É razoável supor que Samuel, que testemunhou o declínio do reinado de Saul e foi divinamente instruído para ungir Davi como escolhido de Deus para o trono, tivesse redigido o livro. Uma história tão comovente como essa certamente já teria sido passada adiante oralmente entre o povo de Israel, e a genealogia que a conclui indicaria uma conexão com os patriarcas, oferecendo assim uma resposta a todos aqueles que, em Israel, indagassem pelo passado familiar do seu rei.

Cristo Revelado

Boas representa uma das mais dramáticas figuras do Antigo Testamento que antecipa a obra redentora de Jesus. A função de “parente remidor” cumprida de forma tão elegante nas ações que promoveram a restauração pessoal de Rute, dá testemunho eloquente a respeito disso. As ações de Boaz efetuam a participação de Rute nas bênçãos de Israel e a incluem na linhagem familiar do Messias [Efésios 2].

Eis aqui uma magnífica silhueta do Mestre, antecipando em muitos séculos a Sua graça redentora. Como nosso “parente chegado”, Ele se torna carne — vindo como um Ser humano [João 1; Felipenses 2].


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Conhecendo a Bíblia - Juízes

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O autor de Juízes é desconhecido. O Talmude atribui o livro a Samuel. Este bem pode ter escrito partes do livro, já que se afirma que era um escritor [1Samuel 10]. O Livro cobre o período entre a morte de Josué e a instituição da monarquia. A data real da composição do livro é desconhecida.

O Livro dos Juízes (em hebraico shophetim) é assim chamado devido aos diversos personagens nele descritos, que Deus destinara a libertar as tribos de Israel e a “julgar” o povo do Senhor; não quer dizer que necessariamente teriam de governá-lo, mas executar o juízo ou julgamento de Deus.

Juízes cobre um período caótico na história de Israel: cerca de 1380 a 1050 aC. Sob a liderança de Josué, Israel conquistou e ocupou de forma geral a terra de Canaã, mas grandes áreas ainda permaneceram por ser conquistadas pelas tribos individualmente. Israel praticava continuamente o que era mau aos olhos do Senhor e “não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos” [21]. Ao servirem de forma deliberada a deuses estranhos, o povo de Israel quebrava a sua aliança com o Senhor. Em conseqüência, o Senhor os entregava nas mãos dos opressores. Cada vez que o povo clamava ao Senhor, este, com fidelidade, levantava um juiz a fim de prover libertação ao seu povo. Estes juízes, a quem o Senhor escolheu e ungiu com o seu Espírito, eram militares e civis. O Livro de Juízes não olha apenas retroativamente para a conquista de Canaã, liderada por Josué, registrando as condições em Canaã durante o período dos juízes, mas também antecipa o estabelecimento da monarquia em Israel.

O Livro de Juízes está dividido em três seções principais:

1) Prólogo [1.1-3.6]

2) Narrativas [3.7-16.31]

3) Epílogo [17.1-21.25]

A primeira parte do prólogo [1] estabelece o cenário histórico para as narrativas que seguem. Ali é descrita a conquista incompleta da Terra Prometida [1] e a reprimenda do Senhor pela infidelidade do povo a sua aliança; A segunda parte do prólogo [2] oferece uma visão geral do corpo principal do Livro, que são as narrativas. Estas descrevem os caminhos rebeldes de Israel durante os primeiros séculos na Terra Prometida e mostram como o Senhor se relacionou com a nação naquele período, um tempo caracterizado por um ciclo recorrente de apostasia, opressão, arrependimento e libertação.

A parte principal do livro [3] ilustra esse padrão que se repete na história antiga de Israel. Os israelitas faziam o que era mau aos olhos do Senhor (apostasia); o Senhor os entregava nas mãos de inimigos (opressão); o povo de Israel clamava ao Senhor (arrependimento); e, em resposta ao seu clamor, o Senhor levantava libertadores a que ele capacitava com o seu Espírito (libertação). Seis indivíduos— Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão—, cujo papel de libertadores é narrado com mais detalhes, são classificados como “juízes maiores”. Seis outros, que são mencionados rapidamente— Sangar, Tola, Jair, Ibsã, Elom e Abdom—, são conhecidos como “juízes menores”. Um décimo terceiro personagem, Abimeleque, está vinculado à história de Gideão.

Duas histórias são acrescentadas ao Livro de Juízes [17] na forma de um epílogo. O propósito desses apêndices não é estabelecer um final ao período dos juízes, mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel. Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor, a qual foi adotada pelos danitas quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel. A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral de Israel ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá, no território de Benjamim, e a conseqüente guerra benjamita. Aparentemente, o propósito desta seção final do livro é ilustrar as conseqüências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”.

A atividade do Espírito Santo do Senhor no Livro de Juízes é claramente retratada na liderança carismática daquele período. Os seguintes atos heróicos de Otniel, Gideão, Jefté e Sansão são atribuídos ao Espírito do Senhor:

O Espírito do Senhor veio sobre Otniel [3] e o capacitou a libertar os israelitas das mãos de Cusã-Risataim, rei da Síria.

Através da presença pessoal do Espírito do Senhor, Gideão [6] libertou o povo de Deus das mãos dos midianitas. Literalmente, o Espírito do Senhor se revestiu de Gideão. O Espírito do Senhor capacitou este líder escolhido por Deus e agiu através dele para implementar o ato salvífico do Senhor em benefício do seu povo.

O Espírito do Senhor equipou Jefté [11] com habilidades de liderança no seu empreendimento militar contra os amonitas. A vitória de Jefté sobre os amonitas foi o ato de libertação do Senhor em benefício de Israel.

O Espírito do Senhor capacitou Sansão e executar atos extraordinários. Ele começou a impelir Sansão para sua carreira [13]. O Espírito veio poderosamente sobre ele em várias ocasiões. Sansão despedaçou um leão apenas com as mãos [14]. Certa vez matou trinta filisteus [14] e, em outra ocasião, livrou-se das cordas que amarravam as suas mãos e matou mil filisteus com uma queixada de jumento [15].

O mesmo Espírito Santo que deu condições a esses libertadores para que fizesse façanhas e cumprissem os planos e propósitos do Senhor continua operante ainda hoje.


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Conhecendo a Bíblia - Josué

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A TERRA É DOM E CONQUISTA

O livro de Josué relata acontecimentos situados no séc. XIII a.C.: a conquista e a partilha de Canaã, a Terra Prometida, pelas tribos de Israel.

A primeira vista, o livro apresenta a tomada global da Terra, feita por uma geração. Isso se deve a idealização do autor. A conquista foi, de fato, um processo longo e lento, ora pacífico, ora violento, que só terminou dois séculos mais tarde, com o rei Davi.

O conteúdo pode ser dividido em três partes. Na primeira [1-12], temos a conquista. Os acontecimentos se dão numa área limitada e têm como pano de fundo o santuário de Guilgal, próximo de Jericó; como esta cidade está no território da tribo de Benjamim, é provável que as narrativas provenham de tradições cultivadas no âmbito dessa tribo e, talvez, da tribo de Efraim. A preocupação é fortemente etiológica (do grego aitía: causa), procurando explicar fatos, nomes de lugar, edificações e ruínas para uma geração que vive muito tempo depois («... até o dia de hoje»). A segunda parte [13-21] apresenta a partilha da Terra entre as tribos, servindo-se de documentos geográficos que descrevem as fronteiras das tribos e que remontam a era pré-monárquica, e de listas de lugares e cidades, provenientes do tempo da monarquia. O capítulo 21 é talvez um acréscimo feito no pós-exílio. A terceira parte [22-24] apresenta o fim da vida de Josué e consta de três conclusões: retorno das tribos transjordânicas para seus territórios [22]; último discurso de Josué [23]; aliança em Siquém e morte de Josué [24].

O livro não é uma crônica, mas uma interpretação dos fatos para mostrar o significado da conquista de Canaã. A personagem principal é a Terra Prometida: Deus realizou a promessa feita aos patriarcas e renovada aos seus descendentes. O povo foi libertado da escravidão do Egito para ser livre e próspero na Terra que Deus ia dar [Êxodo 3]. Portanto, por trás das longas e minuciosas listas de lugares devemos ver a alegria e a gratidão pelo dom de Deus. E um fato chama a atenção: o povo teve de conquistar a Terra que Deus lhe dera. Deus concede o dom, porém não suprime a liberdade e a iniciativa do homem. Pelo contrário, supõe e exige que o homem busque e conquiste o dom de Deus. Assim, a Terra é fruto da promessa e dom divinos e, ao mesmo tempo, da aspiração e da conquista do homem. Em outras palavras, Deus promete por dentro das aspirações do homem, e realiza seu dom por dentro das conquistas do homem.

O livro de Josué constitui, portanto, um insuperável tratado sobre a graça de Deus, que é a base da vida e da história. A graça não é dom paternalista de Deus, deixando o homem passivo. Ela é o dom que Deus faz das possibilidades já contidas na estrutura de toda a criação, e principalmente da pessoa humana. Sem a atitude livre e responsável que procura descobrir, tomar posse e endereçar as possibilidades, o homem jamais encontrará a graça. A vida é o dom de Deus que o homem deve descobrir e conquistar. Tudo se concretiza na tensão histórica que existe entre o presente efetivo de Deus, que abre seu dom nas possibilidades, e o presente-futuro do homem que busca, descobre, toma posse e dá endereço ao dom de Deus. E, para que o dom se torne vida concreta, Deus propõe uma só condição: que o homem seja e continue sempre seu fiel aliado.


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Conhecendo a Bíblia - Deuteronômio

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A LEI DE DEUS AO SEU POVO, ISRAEL


Deuteronômio identifica o conteúdo do livro com Moisés: “Estas são as palavras que Moisés falou a todo o Israel...” [1]. “Moisés escreveu esta Lei, e a deu aos sacerdotes...” [31] também pode ser indício de que tenha escrito todo o livro. O nome de Moisés aparece quase quarenta vezes, e o livro reflete claramente a personalidade de Moisés. O uso corrente da primeira pessoa do singular em todo o livro apóia ainda mais a autoria mosaica.

Tanto a tradição judaica quanto a samaritana são unânimes em identificar Moisés como o autor. Assim como Cristo, Pedro e Estevão também reconhecem Moisés como o autor do livro [Mateus 19; Marcos 10; Atos 3; 7].

O último capítulo, que contém o relato da morte de Moisés, foi escrito, provavelmente, por seu amigo íntimo, Josué.

Moisés e os israelitas iniciaram o Êxodo do Egito por volta de 1440 aC. Chegaram às planícies de Moabe, onde Deuteronômio provavelmente tenha sido escrito, em cerca de 1400 aC, na ocasião do discurso do conteúdo do livro ao povo, “... no mês undécimo, no primeiro dia do mês...”, no ano quadragésimo de sua peregrinação pelo deserto [1.3]. Isso foi um pouco antes da morte de Moisés e do início da liderança de Josué em guiar os israelitas a Canaã. Portanto, Deuteronômio cobre um período inferior a dois meses, incluindo os trinta dias de lamento pela morte de Moisés.

Histórico

Moisés tinha então 120 anos, e a Terra Prometida estava a sua frente. Ele tirou os israelitas da escravidão no Egito e os guiou pelo deserto para receber a lei de Deus no monte Sinai.
Por causa da desobediência de Israel [Salmos 95 “Quarenta anos estive desgostado com esta geração, e disse: É um povo que erra de coração, e não tem conhecido os meus caminhos”], perambularam sem destino no deserto. Agora se achavam acampados na fronteira oriental de Canaã, no vale defronte de Bete-Peor, na região montanhosa do Moabe, de vista para Jericó e a planície do Jordão. Quando os israelitas se preparavam para entrar na Terra Prometida, depararam-se com um momento crucial em sua história - novos inimigos, novas tentações e nova liderança. Moisés reuniu o grupo para lembrá-los da fidelidade do Senhor e para encorajá-los a serem fiéis e obedientes ao seu Deus quando possuíssem a Terra Prometida.

Conteúdo

Deuteronômio é uma série de recomendações de Moisés aos israelitas enquanto ele se prepara para morrer e eles se aprontam para entrar na Terra Prometida. Embora Deus o tivesse proibido de entrar em Canaã, Moisés experimenta um forte sentimento de antecipação pelo povo. O que Deus havia prometido a Abraão, Isaque e Jacó séculos antes está prestes a se tornar realidade.

Deuteronômio é proclamação de uma segunda chance para Israel. A falta de fé e a infidelidade de Israel tinham impedido a conquista de Canaã anteriormente. A maioria do povo junto de Moisés à entrada da Terra Prometida não tinha testemunhado as cenas no Sinai; eles eram nascidos e criados no deserto. Sendo assim, Moisés os exorta trinta e cinco vezes para “entrar e possuir” a terra. Ele os recorda trinta e quatro vezes de que essa é a terra que Deus lhes está dando.

Enquanto essa nova geração de israelitas se prepara para entrar na Terra Prometida, Moisés lhes recorda com vivacidade a fidelidade de Deus por toda a história e os relembra de seu relacionamento singular de concerto com o Senhor. Moisés percebe que a maior tentação dos israelitas na nova terra será abandonar a Deus e cair na idolatria dos ídolos cananeus. Por conseguinte, Moisés está preocupado com a perpetuação do concerto. Para preparar a nação para vida na nova terra, Moisés expõe os mandamentos e os estatutos que Deus deu em seu concerto:

· A Obediência a Deus equivale a vida, bênção, saúde e prosperidade.
· A Desobediência equivale a morte, maldição, doença e pobreza.

O concerto mostrou aos filhos de Deus o caminho para viver em comunhão com Ele e uns com os outros. A mensagem de Deuteronômio é tão poderosa que é citada mais de oitenta vezes em o Novo Testamento.

Moisés foi o primeiro a profetizar a vinda do Messias, um Profeta como o próprio Moisés [18.15].

Notadamente, Moisés é a única pessoa com quem Jesus se comparou: Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele. Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras? [João 5].

Jesus costumava citar Deuteronômio. Quando lhe perguntavam o nome do mandamento mais importante, ele respondia com Deuteronômio 6. Quando confrontado por satanás em sua tentação, ele citava exclusivamente
Deuteronômio [8; 6; 10]. É muito significativo o fato de Cristo, que era perfeitamente obediente ao Pai, mesmo até a morte, ter usado este livro sobre a obediência para demonstrar a sua submissão à vontade do Pai.


O tema unificador em toda a Bíblia é a atividade redentora de Deus.


Deuteronômio recorda ao povo que o Espírito de Deus havia estado com eles desde o tempo da sua libertação do Egito até o momento presente e que Ele continuaria a guiá-los e protegê-los se permanecessem obedientes as condições do concerto.

Em 2Pedro 1 se descreve Moisés claramente: “homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. Como porta voz de Deus, Moisés demonstrou a presença do Espírito Santo enquanto profetizava para o povo. Várias de suas profecias mais significantes incluíam a vinda do Messias [18.15], a dispersão de Israel [30.1], o arrependimento [30.2] e a restauração [30.5] de Israel, a restauração e a conversão nacional e futura de Israel [30.5,6] e a prosperidade nacional de Israel [30.9].


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Conhecendo a Bíblia - Levítico

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FORMAÇÃO DE UM POVO SANTO

O Livro de Levítico é o terceiro livro do Antigo Testamento atribuídos a Moisés. Em 1.1, o texto se refere a palavra do Senhor, que foi proferida a Moisés do tabernáculo da assembléia; isso forma a base de todo este livro das Escrituras. Os sacerdotes e levitas preservaram seu conteúdo.

Os sábios datam o Livro de Levítico da época das atividades de Moisés (datando mais antigamente no séc. XV aC) até a época de Esdras, durante o retorno (séc.VI aC). A aceitação da autoria mosaica para Levítico dataria sua escrita por volta de 1445 aC. O livro descreve o sistema de sacrifícios e louvor que precede a época de Esdras e relembra a instituição do sistema de sacrifícios. O livro contém pouca informação histórica que forneceria uma data exata.

Contexto Histórico

A teologia do Livro de Levítico liga a idéia de santidade à vida cotidiana. Ela vai além do assunto de sacrifício, embora o cerimonial do sacrifício e a obra dos sacerdotes sejam explicados com grande cuidado. O conceito de santidade afeta não somente o relacionamento que cada indivíduo tem com Deus, mas também o relacionamento de amor e respeito que cada pessoa deve ter com o seu próximo. O código de santidade permeia a obra porque cada indivíduo deve ser puro, pois Deus é puro e porque a pureza de cada indivíduo é a base da santidade de toda a comunidade do concerto. O ensinamento de Jesus Cristo—
Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas” [Mateus 7] - reflete o texto de Levítico 19, “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

Conteúdo

Em hebraico, o Livro de Levítico recebeu o nome de Vayikra, que significa “E Ele chamou”. O título hebraico é tirado da primeira palavra do livro, que era uma forma costumeira de dar nome às obras antigas. O título “Levítico “ é derivado da versão grega da obra e significa “assuntos pertencentes aos levitas”. O título é um pouco enganoso, uma vez que o livro lida com muito mais assuntos relacionados à pureza, santidade, todo o sacerdócio, a santidade de Deus e a santidade na vida cotidiana. A palavra “santo” aparece mais de oitenta vezes no livro.

Algumas vezes, o Livro de Levítico tem sido encarado como uma obra de difícil compreensão; entretanto, de acordo com a tradição primitiva, foi o primeiro livro a ser ensinado para as crianças na educação judaica. Ele lida com o caráter e a vontade de Deus especialmente em assuntos de santidade, que os sábios judeus consideravam de importância primária. Eles sentiram que, antes de proceder a outros texto bíblicos, as crianças deveriam, antes de mais nada, ser educadas sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo pra viver uma vida santa. A Santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra-chave em Levítico, descrevendo a santidade da presença divina. A santidade está sendo separada do profano, e santo é oposto do comum ou secular.

Outro tema principal do Livro de Levítico é o sistema sacrificial. Os holocaustos (hebr. olah) referem-se ao único sacrifício que é totalmente consumido sobre o altar e, portanto, algumas vezes é chamado de oferta queimada. As ofertas de manjares (hebr. Minchah) são uma oferta de tributo feita a fim de garantir ou manter o favor divino, indicando que os frutos do trabalho de uma pessoa devem ser dedicados a Deus. Os sacrifícios de paz ou das graças (hebr. shelamim) são designados para fornecer expiação e permitem que a pessoa que faz a oferta como da carne do sacrifício. Isso costumava acontecer em ocasiões de alegria. O sacrifício pelos erros (hebr. chatta’t) é empregado para tirar a impureza do santuário. O sacrifício pelo sacrilégio (hebr. Asham), também conhecido como oferta pela culpa ou oferta de compensação, é preparado para a violação da santidade da propriedade de Deus ou de outras pessoas, normalmente pelo uso de um falso testemunho. Os erros profanaram a santidade de Deus e é exigida uma oferta.

Além dos sacrifícios, o calendário litúrgico tem uma posição significativa no Livro de Levítico. O Ano de Descanso refere-se a emancipação dos escravos israelitas e pessoa endividadas, bem como a redenção da terra [ver também Êxodo 21; 23; Deuteronômio 15]. O Ano de Jubileu refere-se ao fato de que as terras de Israel, bem como o povo, pertencem a Deus e não a qualquer indivíduo. As terras, portanto, devem ter um descanso depois de cada período de quarenta e nove anos [Levítico 25], o que ensina o domínio de Deus, a santidade de seu caráter e a necessidade de a congregação se aproximar dele com pureza de coração e mente.

Cristo Revelado

Cristo não é especificamente mencionado em Levítico. Entretanto, o sistema de sacrifícios e o sumo sacerdote no Livro de Levítico são tipos que retratam a obra de Cristo. O Livro de Hebreus descreve Cristo como o sumo sacerdote e usa o texto de Levítico como base para ilustrar a sua obra. Alguns usaram formas extremas de alegoria do Livro de Levítico a fim de revelar Cristo, entretanto, esse método de interpretação bíblica deve ser cautelosamente usado a fim de garantir que o significado original histórico e cultural sejam preservados. O Livro de Levítico enfoca a vida e o louvor do antigo povo de Israel.

O Espírito Santo em Ação

Apesar de o termo “Espírito Santo” nunca ser mencionado no Livro, a presença de Deus é sentida em todo o livro. A santidade do caráter de Deus é constantemente mencionada na designação de santidade as ações e louvor do povo. Ele não é visto como nos cultos pagãos da época em que os ídolos eram venerados, mas está no meio das pessoas, a medida que elas o louvam. Elas devem ser santas como Ele é santo.


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Conhecendo a Bíblia - Êxodo

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DEUS LIBERTA E FORMA SEU POVO

A palavra êxodo significa saída. O livro tem esse nome porque começa narrando como os hebreus saíram da terra do Egito, onde eram escravos. O acontecimento se deu por volta do ano 1450 a.C.

Quem desconhece a mensagem do Êxodo jamais entenderá o sentido de toda a Bíblia, pois está fundamentada nesse livro a idéia que se tem de Deus, tanto no Antigo como no Novo Testamento.

De fato, a mensagem central do Êxodo é a revelação do nome do Deus verdadeiro: JAVÉ. Embora de origem discutida, esse nome no Êxodo está intimamente ligado à libertação do povo hebreu. Javé é o único Deus que ouve o clamor do povo oprimido e o liberta, para estabelecer com ele uma aliança e lhe dar leis que transformem as relações entre as pessoas. Daí surge uma comunidade em que são asseguradas vida, liberdade e dignidade. Essa aliança é afirmada em duas formas: princípios de vida (Decálogo) que orientam o povo para um ideal de sociedade, e leis (Código da Aliança) que têm por finalidade conduzir o povo a uma prática desse ideal nos vários contextos históricos. Desse modo, o homem só é capaz de nomear o verdadeiro Deus quando o considera de fato como o Libertador de qualquer forma de escravidão, e quando o mesmo homem se põe a serviço da libertação em todos os níveis da própria vida.

Somente Javé é digno de adoração. Qualquer outro deus é ídolo, e deve ser rejeitado. Percebemos aí um convite a escolher entre o Deus verdadeiro e os ídolos. Tal escolha é decisiva: ou viver na liberdade, ou cultuar e servir à opressão e exploração.

A pergunta fundamental do Êxodo é: «Qual é o verdadeiro Deus?»

A resposta que aí encontramos é a mesma que reaparece em toda a Bíblia, e principalmente na pregação, atividade e pessoa de Jesus.

Por isso, o livro do Êxodo é de suma importância para entendermos o que significa Jesus como Filho de Deus e para sabermos o que é o Reino de Deus. Sem o Êxodo a Bíblia perderia o seu ponto de partida, que nos leva a Jesus Cristo, a fim de construirmos com ele o Reino e sua justiça.


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Conhecendo a Bíblia - Gênesis

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ORIGEM DA VIDA E DA HISTÓRIA

Gênesis significa nascimento, origem. No livro podemos distinguir duas partes:

1. Origem do mundo e da humanidade

Os dois primeiros capítulos narram a criação do mundo e do homem por Deus. São duas composições que procuram mostrar o lugar e a importância do homem e da mulher dentro do projeto de Deus: eles são o ponto mais alto [Gênesis 1,1 a 2,4a] e o centro de toda a criação [Gênesis 2.4b-25]. Feitos a imagem e semelhança de Deus, possuem o dom da criatividade, da palavra e da liberdade.

Os capítulos 3-11 mostram a história dos homens dominada pelo mal e, ao mesmo tempo, amparada pela graça. Não se submetendo a Deus, o homem rompe a relação consigo mesmo, com o irmão, com a natureza e com a comunidade, reduzindo a história ao caos (dilúvio) e a sociedade a uma confusão (Babel).

2. Origem do povo de Deus [
Gênesis 12-50].

Nesta parte encontramos a história dos patriarcas, as raízes do povo que, dentro do mundo, será o portador da aliança entre Deus e a humanidade. O início da história do povo de Deus é marcado por um ato de fé no Deus que promete uma terra e uma descendência. A promessa de Deus cria uma aspiração que vai pouco a pouco se realizando em meio a dificuldades e conflitos. A missão de Israel é anunciar e testemunhar o caminho que leva a humanidade a descobrir e viver o projeto de Deus: ter Deus como único Senhor, conviver com as pessoas na fraternidade, e repartir as coisas criadas, que Deus deu a todos.

Os capítulos 37-50 apresentam a história de José, preparando já o relato do livro do Êxodo, onde se apresenta a mais grandiosa ação de Deus entre os homens: a libertação de um povo da escravidão.

Dois temas nos ajudarão a entender melhor o livro do Gênesis:

1. O bem e o mal

Tudo o que Deus cria é bom [Gênesis 1 e 2]; o mal entra no mundo através da auto-suficiência do homem [Gênesis 3], e se desenvolve e cresce até afogar o mundo, salvando-se apenas uma família [Gênesis 4-11]. Com Abraão inicia-se uma etapa em que o bem vai superando o mal até que, por fim e através do próprio mal, Deus realiza o bem, que é a vida [Gênesis 12-50].

2. A fraternidade

Através de um fratricídio (crime de quem mata irmã ou irmão), a fraternidade é rompida [Gênesis 4,1-16], desvirtuando o projeto de Deus para os homens. Com isso abrem-se as portas para a vingança sem fim [4,17-24], a dominação [6,1-4], a desconfiança [12,10-20; cf. 20,1-18], a falta de hospitalidade [19,1-29], a concorrência desleal [25,29-34], que gera o medo do irmão [32,4-22], a exploração e a escravidão (31,1-42; 37,12-36];

Para essa humanidade ferida Deus repropõe a restauração da fraternidade através de uma comunidade que será bênção para todos os povos [12,1-3]. Desse modo, o homem deixará de ser egoísta [13,1-18], aprenderá a perdoar [18,16-33; 33,1-11] ]e a deixar suas próprias seguranças [22,1-19] para viver de novo a fraternidade [45,1-15];

Só assim os oprimidos poderão lutar contra a exploração e opressão, formando uma sociedade justa, na qual haja liberdade e vida para todos (livro do Êxodo).

Gênesis nos expressa de uma maneira nova, que somos feitos a imagem de Deus; originalmente fomos criados para sermos como Jesus Cristo; Ele é a imagem de Deus perfeitamente expressa [2Coríntios 4; Colossenses 1; Hebreus 1]. Porquanto, nascidos pelo Espírito Santo, Deus está nos tornando mais parecidos com Jesus [Romanos 8].


Vivendo Por, Em e Para Cristo; nos interesses da Igreja que Cristo edificou.

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As Línguas do Antigo Testamento

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As línguas utilizadas no registro da revelação de Deus, a Bíblia, vieram das famílias de línguas semíticas e indo-européias. Da família semítica se originaram as línguas básicas do Antigo Testamento, qual sejam o hebraico e o aramaico (siríaco). Além dessas línguas, o latim e o grego representam a família indo-européia. De modo indireto, os fenícios exerceram um papel importante na transmissão da Bíblia, ao criar o veículo básico que fez que a linguagem escrita fosse menos complicada do que havia sido até então: inventaram o alfabeto.

O aramaico era a língua dos sírios, tendo sido usada em todo o período do Antigo Testamento. Durante o século VI a.C, o aramaico se tornou língua geral de todo o Oriente Próximo. Seu uso generalizado se refletiu nos nomes geográficos e nos textos bíblicos de Esdras 4.7 6.13; 7.12-26 e Daniel 2,4 7.23.

O hebraico é a língua principal do Antigo Testamento, especialmente adequada para a tarefa de criar uma ligação entre a biografia do povo de Deus e o relacionamento do Senhor com esse povo. O hebraico encaixou-se bem nessa tarefa porque é uma língua pictórica. Expressa-se mediante metáforas vividas e audaciosas, capazes de desafiar e dramatizar a narrativa dos acontecimentos. Além disso, o hebraico é uma língua pessoal. Apela diretamente ao coração e às emoções, e não apenas à mente e à razão. É uma língua em que a mensagem é mais sentida que meramente pensada.


[Fonte: Biblioteca Bíblica]

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Conhecendo a Bíblia - Antigo Testamento

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A Bíblia tem duas grandes partes: o Antigo e o Novo Testamento. Em grego, há uma única palavra para dizer aliança e testamento. Poderíamos, então, dizer: Antiga e Nova Aliança.

O Antigo Testamento é uma coleção de 46 livros onde encontramos a história de Israel, o povo que Deus escolheu para com ele fazer uma aliança. Portanto, o Antigo Testamento é a história de um povo: mostra como surgiu, como viveu escravo no Egito, como possuiu uma terra, como foi governado, quais as relações que teve com outras nações, como estabeleceu suas leis e viveu a sua religião. Apresenta seus costumes, sua cultura, seus conflitos, derrotas e esperanças.

O importante, porém, é que o Antigo Testamento é a história desse povo em aliança com Deus. Nada do que se conta a respeito de Israel está desligado do seu relacionamento com Javé, o nome com que Deus se revelou. O Antigo Testamento mostra como esse povo se comportou em relação à Javé, e qual é o projeto que Deus quis realizar no meio da humanidade através desse povo. Israel foi um povo escolhido, diferente, justamente porque estava encarregado de realizar esse projeto de Deus. Esse projeto aparece bem claro nesses livros: considerar só Deus como o Absoluto, para que as relações entre as pessoas possam ser fraternas e ter como centro a liberdade e a vida. Vendo como Israel foi fiel ou não a esse projeto e como Deus agiu no meio dele, poderemos nos aproximar com mais compreensão da outra parte da Bíblia, chamada Novo Testamento.

Jesus, o Filho de Deus, se encarnou na terra e na história concreta do povo de Israel, assumindo sua história, tradições, cultura e religião. Fez do Antigo Testamento a inspiração e a norma de sua palavra e atividade: realizar o projeto do Pai. Bem cedo a comunidade cristã percebeu que Jesus havia realizado todas as promessas, trazendo o Reino de Deus para a história. E foi com a luz do Antigo Testamento que os primeiros cristãos compreenderam o significado da pessoa e da atividade de Jesus e produziram, pouco a pouco, os escritos do Novo Testamento. A mesma tarefa cabe a nós: ler e meditar o Antigo Testamento, a fim de compreender a pessoa de Jesus e continuar a sua palavra e ação na história.

O Pentateuco

Pentateuco é uma palavra derivada do grego e significa «cinco livros» Essa palavra é usada para indicar os cinco primeiros livros da Bíblia, isto é: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os judeus chamam essa parte da Bíblia com o nome de Torá, que significa Lei.

Nesses cinco livros encontramos histórias e leis que foram postas por escrito durante seis séculos, reformulando, adaptando e atualizando tradições antigas e criando novas. Tanto as histórias como as leis giram em torno de um centro: o ato libertador de Deus no êxodo, que é o ato fundante do povo de Israel.

As histórias aí contidas, na sua maioria, nasceram no meio do povo e, primeiramente, eram histórias de famílias, de clãs e de tribos que procuravam transmitir oralmente, de geração em geração, ensinamentos e fatos. Mais tarde essas histórias foram reunidas, modificadas e interpretadas para que todo o povo de Israel pudesse se espelhar nelas e para que elas expressassem a fé em Javé, o Deus que liberta.

As leis pertencem a várias épocas e são diretivas para o povo nas diversas etapas da sua história. Todas elas, porém, procuram, em circunstâncias diferentes, conduzir a uma prática que reflita o ideal proposto pelas normas básicas do projeto de Deus: a libertação do povo e a formação de uma sociedade onde haja liberdade e vida para todos. Essas leis, portanto, não são perenes e intocáveis, mas expressam um momento determinado da vida, com os conflitos que existiam dentro do povo de Deus; mais do que serem aplicadas diretamente à nossa realidade, elas servem de exemplo e modelo para que aprendamos a discernir as situações e criar uma legislação que responda às necessidades do povo, conforme o projeto de Deus. Não podemos esquecer, porém, que a lei deve servir ao povo e não ser instrumento de opressão contra o povo, "E disse-lhes: o sábado foi feito por causa do homem, e não o homem, por causa do sábado" Marcos 2].

Jesus, que veio trazer a libertação e a vida em plenitude, não aboliu, mas mostrou o verdadeiro espírito dessas leis [cf. Mateus 5]. Ele próprio apresentou um resumo de toda a Lei: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os Profetas" [Mateus 7].


Vivendo Por, Em e Para Cristo; nos interesses da Igreja que Cristo edificou.


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As Sagradas Escrituras

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A Bíblia é a revelação escrita de Deus acerca de sua Vontade para os homens. Seu tema central é a Salvação mediante Jesus Cristo. Contém 66 livros, escritos por 40 autores por volta de 1500 anos. O Antigo Testamento foi escrito na maior parte em hebraico. O Novo Testamento foi escrito na língua grega. A Palavra “Testamento” quer dizer “aliança” ou pacto. O Antigo Testamento é a aliança que Deus fez com o homem antes de Cristo vir. O Novo Testamento é o pacto que Deus fez com o homem depois de Cristo vir. No Novo Testamento encontramos a aliança da graça.

* De Adão a Abraão temos a história da raça humana.
* De Abraão a Cristo temos a historia da nação escolhida.
* De Cristo em diante temos a história da Igreja primitiva.


O Antigo Testamento é o relato de uma nação (a nação hebraica). O Novo Testamento é o relato de um Homem (o Filho de Deus). A Bíblia toda gira em torno da história de Cristo e da sua promessa de vida eterna aos homens. Foi escrita somente para que creiamos e entendamos, conheçamos, amemos e sigamos a Cristo.

São 17 os livros proféticos do Antigo Testamento. Dividem-se em profetas maiores e menores. Os cativeiros de Israel e Judá são os temas principais dos profetas. São chamados cativeiros da Assíria e da Babilônia. Alguns profetas serviram antes, durante e depois do exílio.

* Profetas PRÉ-EXÍLICOS: Obadias, Joel, Amós, Oséias, Isaías, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias e Jeremias.
* Profetas EXÍLICOS: Ezequiel e Daniel
* Profetas PÓS-EXÍLICOS: Ageu, Zacarias e Malaquias.

PROFETAS DE ACORDO COM A ÉPOCA


* Seis viveram no tempo da destruição de Israel pela Assíria: Joel, Jonas, Amós, Oséias, Isaías e Miquéias.
* Sete viveram no tempo da destruição de Judá pela Babilônia: Jeremias, Ezequiel, Daniel Obadias, Naum, Habacuque e Sofonias.
* Três viveram no período da restauração: Ageu, Zacarias, e Malaquias.

PROFETAS DE ACORDO COM OS DESTINATÁRIOS


* Três profetizaram para Israel: Amós, Oséias e Ezequiel.
* Dois para Nínive: Jonas e Naum.
* Um para Babilômia: Daniel.
* Um para Edom: Obadias.
* Nove para Judá: Joel, Isaías, Miquéias, Jeremias, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

QUATROCENTOS ANOS DE SILÊNCIO


Ao tempo em que se encerrou a história do Antigo Testamento, uns poucos judeus, especialmente da tribo de Judá, viviam pacificamente em sua própria terra, com o templo reconstruído e as cerimônias restabelecidas. Durante esse tempo nenhum profeta falou ou escreveu. Por isso é chamado o “período do silêncio”.

O TRIBUTO ROMANO

No ano 63 aC, Roma entrou de posse da Palestina, preparando o caminho e a época para o nascimento de Jesus. Os judeus tinham alguma liberdade política, mas tinham de pagar um imposto anual ao governo romano.

OS EVANGELHOS

Suponhamos que quatro testemunhas comparecessem perante um juiz para depor sobre certo acontecimento e cada uma delas usasse as mesmas palavras. O juiz provavelmente concluiria que haviam concordado em contar a mesma história. Se cada uma tivesse contado o que tinha visto e como o tinha visto, aí então a prova seria digna de crédito. Os quatro evangelistas contaram a mesma história, cada qual a seu modo.

Mateus, Marcos e Lucas narram o ministério de Jesus principalmente na Galiléia; enquanto o de João narra seu ministério na Judéia. João apresenta seus discursos mais profundos, suas conversas e orações. Os outros evangelhos narram os milagres, parábolas e mensagens dirigidas às multidões.

* Os evangelhos nos apresentam Jesus em nosso meio. Os evangelhos contam-nos QUANDO E COMO CRISTO veio.

* As epístolas (cartas), contam-nos POR QUE CRISTO veio.

Evangelho quer dizer “Boas-novas” a respeito de Jesus Cristo, o Filho de Deus. Todos omitem um registro de 18 anos da vida de Cristo, entre os doze e os trinta anos. Cada um deles apresenta um aspecto diferente da vida terrena de nosso Senhor. Juntos dão-nos um retrato completo. Ele era Rei, mas era também o Servo Perfeito. Mas não devemos esquecer-nos de que era o Filho de Deus.

CRISTO FOI APRESENTADO AOS MAIS VARIADOS TIPOS DE PESSOAS

O Judeu - Estava familiarizado com as escrituras do Antigo Testamento. Só um judeu seria capaz de despertar interesse de outro judeu. Seu mestre deveria ser alguém versado no Antigo Testamento e nos costumes judaicos.

O Romano - O dominador do mundo daquele tempo. Marcos escreveu especialmente para ele. O romano não sabia nada do Antigo Testamento, o cumprimento de profecias não lhe interessava, mas estava profundamente interessado em um líder notável que surgiria na Palestina. Eles queriam ouvir mais a respeito de Jesus. Os romanos gostavam da mensagem direta de alguém como Marcos.

O Grego - Lucas. Esse evangelho foi escrito por um médico grego para os seus patrícios, que amavam a beleza a poesia e a cultura. Viviam num mundo de grandes conceitos. Era difícil agradá-los.

Todos os homens
- João escreveu para todos os homens. Este evangelho está cheio de afirmações extraordinárias que atestam sua missão e seu caráter divinos.

ATOS DO ESPÍRITO SANTO ATRAVÉS DOS APÓSTOLOS

A ascensão de Jesus é a cena inicial em Atos. O livro registra os atos do Espírito Santo através dos apóstolos. Cristo tinha dito aos discípulos que enviaria o Espírito: “Esse dará testemunho de mim”. A promessa cumpriu-se no dia de Pentecostes, quando Ele derramou o Espírito Santo. A partir daquele momento, ao darem testemunho do Salvador, o Espírito Santo daria testemunho no coração dos ouvintes, e multidões seriam levadas ao Salvador.

O livro começa com a pregação do Evangelho (Boas novas) em Jerusalém, a metrópole da nação judaica, e termina com o Evangelho em Roma, a metrópole do poder mundial.

Embora seja dado ao livro o nome de Atos dos Apóstolos, ele narra de fato, os atos do Espírito Santo operando através de Pedro, Paulo e seus companheiros. Depois da vinda de Jesus a terra, o acontecimento de maior importância foi à vinda do Espírito Santo.

O Pentecostes era uma das festas mais populares e Jerusalém estava repleta de peregrinos de toda parte. Cinqüenta dias tinham se passado desde a crucificação. A partir desta data, Pentecostes não seria mais uma festa judaica, mas o raiar de um novo dia. Não pense que o Espírito Santo veio ao mundo pela primeira vez por ocasião do Pentecostes. Por todo o Antigo Testamento, encontramos narrativas que mostram como ele guiava e fortalecia os homens. Agora o Espírito Santo iria fazer uso de um novo instrumento.

APOCALIPSE

Poucos lêem este livro. Apocalipse apresenta um Cristo glorioso reinando. Fala do reino de Cristo na terra que o adversário deseja controlar. Fala da vitória completa e eterna de Cristo sobre o adversário. Descreve a sua derrota e castigo, primeiro por mil anos e depois para sempre. Fala mais da condenação final do adversário que qualquer outro livro. Não é de admirar, portanto, que o adversário não quer que os homens leiam.

Apocalipse quer dizer desvendar, tirar o véu. Os surdos mudos falam por uma linguagem de sinais. Cada gesto tem uma significação. O mesmo acontece com os sinais do Apocalipse. Há nele centenas de símbolos e cada um tem um significado definido. Os símbolos são maravilhosos e falam grandes verdades.

O livro trata da volta do senhor Jesus a terra. Contém descrições de acontecimentos tremendos na terra e no céu logo antes da sua vinda, durante e depois dela. Cristo é o tema desse livro maravilhoso.

Somos salvos e lavados no seu sangue, a fim de que possamos estar prontos e ansiosos por sua volta. Tudo o que foi iniciado no livro dos começos (Gênesis) é consumado no Apocalipse.

João já idoso estava exilado na ilha de Patmos. Ele fora banido por causa do seu testemunho de Jesus [1]. Naquela ilha foi obrigado a executar trabalhos pesados nas minas e nas pedreiras. Mas seu Comandante-Chefe apareceu e transmitiu-lhe uma vibrante mensagem da glória final. Aquele a quem João viu era mais que humano. Era o Filho do Homem. COM VESTES TALARES, CABELOS COMO A LÃ, OLHOS COMO CHAMA DE FOGO, PÉS SEMELHANTE AO BRONZE POLIDO, VOZ COMO DE MUITAS ÁGUAS... Quando João viu toda essa glória, caiu a seus pés como morto, tão esmagadora era a visão [Apocalipse 1]. Mas as palavras de Cristo eram tranquilizadoras.

2Timóteo 3 "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça".

2Pedro 1 "sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo".

Apocalipse 22.21 "A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém!"


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A Revelação de Deus: Uma Vista Panorâmica da Bíblia

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[Manuscritos de mais de 2 mil anos de idade, descobertos no final da década de 1940 em cavernas perto do Mar Morto, a leste de Jerusalém, contêm as mais antigas cópias conhecidas dos livros da Bíblia hebraica]


Podemos dividir o Velho Testamento em quatro categorias de livros.

Cinco Livros da Lei, Também Conhecidos como o Pentateuco

Gênesis fala da criação do universo e de sua corrupção pelo pecado. Esse livro começa a contar como Deus enviaria um descendente de Abraão para salvar os homens de seus pecados. Êxodo continua a história da família de Abraão, conhecida como o povo de Israel. Depois de quatro séculos no cativeiro egípcio, esse povo foi salvo por Deus e eleito como seu povo especial. Esse livro conta o começo de sua jornada em direção à terra prometida de Canaã, e registra os mandamentos que Deus deu a Moisés e aos israelitas no Monte Sinai. Os próximos três livros, Levítico, Números e Deuteronômio continuam a mesma história, terminando com a morte de Moisés pouco antes do povo entrar na terra prometida.

Doze Livros de História

Após a morte de Moisés, Josué conduziu o povo na conquista da terra que Deus tinha entregue a eles. Depois que Josué morreu, o Senhor usou uma série de Juízes para salvar os israelitas, repetidamente, das conseqüências de seu próprio pecado. O pequeno livro de Rute é uma linda história do amor e da lealdade ocorrida nesse período de tempo. 1Samuel é um livro de transição no qual lemos sobre o fim do período dos juízes e sobre o começo da monarquia em Israel. 2Samuel, 1 e 2Reis e 1 e 2Crônicas falam dos reis que reinaram sobre os descendentes de Abraão. Alguns foram muito bons e piedosos, mas alguns foram tiranos egoístas. O povo seguiu seus líderes ímpios e persistiu na idolatria. Deus foi paciente durante longo tempo, mas finalmente usou forças estrangeiras para derrotar e levar o povo em cativeiro. Esdras, Neemias e Ester falam desse cativeiro e também como Deus libertou o povo e permitiu-lhe voltar à sua própria terra.

Cinco Livros de Sabedoria

"O temor do Senhor é o princípio do saber…" [Provérbios 1.7]. Essa é a mensagem ressaltada através dos cinco livros que chamamos livros de sabedoria ou poesia. Jó é um livro sobre o sofrimento. Pessoas justas sofrem, sim, e nem sempre sabem o porquê. Mas, podemos sempre confiar em Deus quando enfrentamos dificuldades. Os Salmos são cânticos de louvor que foram usados frequentemente no templo ou na adoração individual. Eles glorificam a grandeza e a misericórdia de Deus. Provérbios são breves afirmações de sabedoria prática. Aqui aprendemos como conviver com outras pessoas e a importância de se preparar para a eternidade. Eclesiastes fala da busca de um homem pelo significado da vida, e conclui que não há significado nenhum longe do Criador. Cântico dos Cânticos é uma história de amor. Uma mulher jovem precisa escolher entre o conforto com um homem rico e o amor completo de um pobre.

Dezessete Livros de Profecia

Os livros restantes do Velho Testamento são mensagens enviadas por vários pregadores inspirados, conhecidos como profetas. Eles estão relacionados no mesmo período de tempo coberto pelos livros de história, e a maioria deles fala sobre os descendentes de Abraão. Esses livros incluem referências ocasionais ao futuro, especialmente profecias sobre a primeira vinda de Jesus Cristo. Os primeiros cinco desses livros, por serem eles geralmente mais longos, são conhecidos como os profetas maiores. Isaías escreveu cerca de 700 anos antes de Cristo e usou a queda de Israel (a maioria dos descendentes de Abraão) para advertir Judá (as tribos restantes) que precisavam arrepender-se. Jeremias veio cerca de 100 anos mais tarde e deu as advertências finais de Deus ao povo rebelde de Judá antes de sua queda. Ele também escreveu Lamentações, um livro de luto por causa da destruição de Jerusalém. Ezequiel e Daniel estavam entre os cativos de Judá. Eles instaram o povo a arrepender-se e assegurou-o de que Deus o resgataria de seu cativeiro.

Os 12 livros restantes do Velho Testamento são chamados Profetas Menores, porque são mais breves. Sua mensagem não é menos significativa. Alguns deles foram escritos por volta do tempo das quedas de Israel (Amós, Oséias e Miquéias) e de Judá (Sofonias e Habacuque). Joel adverte o povo de Judá quanto à necessidade de arrependimento. Jonas e Naum falam das conseqüências dos pecados do povo de Nínive e Obadias adverte os edomitas sobre sua punição iminente. Os últimos três profetas do Velho Testamento (Ageu, Zacarias e Malaquias) encorajaram o povo que havia retornado do cativeiro a servir a Deus fielmente.

O Novo Testamento: 27 Livros que Mostram como Seguir a Jesus

Podemos dividir o Novo Testamento também em quatro categorias maiores, baseadas no conteúdo dos livros.

Quatro Livros Sobre a Vida de Cristo

Os primeiros quatro livros do Novo Testamento são relatos biográficos que registram a vida e o ensinamento de Jesus na terra. Cada livro (Mateus, Marcos, Lucas e João) salienta pormenores diferentes da vida do Senhor. Para melhor entendimento, eles devem ser estudados juntos.

Um Livro Sobre a Obra dos Cristãos Primitivos

O livro de Atos fala das obras dos cristãos primitivos (especialmente Pedro e Paulo) durante cerca de 30 anos depois da morte e ressurreição de Jesus.

Vinte E Uma Cartas

Paulo escreveu a maioria delas. Ele enviou diversas cartas a igrejas (Romanos, 1 e 2Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, 1 e 2Tessalonicenses) e outras a alguns indivíduos cristãos (1 e 2Timóteo, Tito e Filemom). Não sabemos quem escreveu Hebreus, um livro extremamente valioso mostrando a supremacia de Cristo. Quatro discípulos de Cristo escreveram as cartas restantes que foram identificadas pelos nomes de seus autores: Tiago, 1 e 2Pedro, 1, 2 e 3João e Judas.

Um Livro de Profecia

O livro de Apocalipse foi escrito para confortar os cristãos perseguidos com a convicção que Cristo seria vitorioso sobre todos os seus inimigos. Esse livro nos ajuda a ver Cristo como ele verdadeiramente é: poderoso e triunfante sobre Satanás e seus aliados! Ele nos assegura que nós, também, podemos ser vitoriosos sobre o mal.

O Desafio para Estudar a Bíblia

Desde Gênesis até Apocalipse, a Bíblia é uma mensagem do amor de Deus por nós. Devemos estudá-la diligentemente todos os dias para que cresça o nosso entendimento de como glorificar nosso Criador e Redentor.

Vivendo Por, Em e Para Cristo; nos interesses da Igreja que Cristo edificou.

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